Quarta-feira, 16 de Maio de 2012

* * Pesca aos Gorazes * *


- Após 2 saídas (Sines), uma com muito pouco peixe e a outra com absolutamente nenhum (bogas e cavalas, assim como peixe míudo que é devolvido ao Mar não contam), decidiu o grupo efectuar uma saída para "Mares mais fora" (12 milhas mais ou menos), com ideia de capturar algum peixe próprio daquelas paragens (gorazes; Peixe Espada; Cantaril, etc).

Se bem pensámos, melhor o fizemos.Vá de ver as condições climatéricas nos sites habituais e conjugar isso com a disponibilidade do Vitor (o nosso mestre desta vez) e assim, dia 12 de Maio achámos o que se procurava.

- Quem já foi aos Gorazes, sabe como é esta pesca.Começa com uma viagem de barco com uma duração de aproximadamente 1 hora (da marina até ao pesqueiro - dependendo do barco e da vontade de gastar combustível o tempo pode encurtar, mas não muito).


- Encontrar o pesqueiro é fácil (GPS com marcação do local), mas colocar o barco exactamente onde se pretende!!!... fundos a rondar os 280 metros...ligeira brisa...a alterar constantemente de direcção... bem... no nosso caso (na minha opinião) as condições não podiam ser melhores (nem sequer havia aguagem)... mas 280 metros, são 280 metros, o ferro leva um disparate de tempo a chegar ao fundo,... depois "agarrar"...bem .. lá poisámos.

- Demos então inicio à montagem das canas (2) (a estas profundidades, quanto mais canas a pescar pior... mais enleios). Tivemos também o cuidado de colocar uma com uma chumbada de 1,200Kg e a outra com 900 Gr (apx). Isto permite que a velocidade de descida seja diferente, tentando evitar ao máximo os famigerados enleios. Embora durante toda a acção de pesca se tenha tentado controlar as descidas e as subidas (não descerem nem subirem ao mesmo tempo).

Com base nesta teoria, iniciou-se a pesca. Inicialmente 3 a cortarem isco (cavala salgada)  e depois passou a ser só um; o Nuno Mira. "O rapaz tem cegueira com a coisa... talvez se faça!!!... Quem sabe?.

O tempo de descida a rondar os 9 minutos e o de subida sujeito à velocidade solicitada ao carreto (se carregado com peixe, nunca menos de 12 minutos).

- É uma pesca que como já perceberam, nada tem a ver com a dos Pargos / Douradas. Aqui há tempo para comer, para dormir, para cavaquear, contar anedotas (muitas), com muita parvoíce pelo meio, mas a 12 milhas da costa quem é que nos ouve?.

- O Peixe lá começou a entrar,.... espaçadamente..... dois.... três...carapaus de bom tamanho (grandes - alguns a rondar o Kg)... uns gorazes pequenos.

- Por volta da 10h15 a actividade parou. Então!!!... deixaram de comer?Não. O barco saiu do sitio. Por isso por voltas das 11 Horas, mais coisa menos coisa.... vá de corrigir a posição.

Olhando para o GPS, consegue-se perceber a distancia a que já estávamos do sitio inicial. Correcção feita e novo inicio. Mais uns peixes na mesma cadencia acima descrita. Por volta do meio dia, nova pausa, o que provocou a consulta imediata ao GPS para verificar  a posição. O "Neves Mar" continuava no mesmo sitio. O Vento soprava agora de NNW fraco, mas com intensidade certa.O Mar começava a mexer... pouco. Esta espera convidava a qualquer coisa para aconchegar o estômago. Bem pensado! Melhor feito (Soube bem a sandocha e o sumo).

Uma da tarde...éh pá.... uma moleza.... duas canas.... 5 pessoas.. uma cama tão boa ali mesmo na proa (a noite tinha sido pouco dormida)... até nem sou nada de sestas, porque gosto de gozar o dia de pesca em pleno e penso que dormir, é uma perda de tempo...mas não tenho nada para fazer.... não me deixam inventar nada.... olha "Ok pessoal vou só até ali à proa descansar um pouco" Oh... foi até às 14h20. Aquele balanço... maravilha. Acordei bem disposto. O Pessoal também estava a animar, porque o peixe estava a ficar novamente activo..

- Sentei me ao pé do mestre Vítor a observar a sua acção de pesca, ao mesmo tempo que saboreava uma cerveja (estupidamente gelada). Por volta das 16h00 a cana do mestre Vítor, verga toda. Era peixe grande. Só podia. Vá de carregar no botão do carreto e dar inicio à subida. Gemia. Foi o som ouvido durante uns 60 metros (O carreto tem um pequeno ecran onde apresenta esta informação e outras), e depois Piiiiiiim...foi.
Tínhamos acabado de perder 200 metros de multi filamento podre ou que por algum motivo ficou fragilizado; uma chumbada de 1,2Kg; destorcedores;  anzóis.... tudo foi enfeitar o Reino de Neptuno.Seria peixe ou peixes??? O que seria? Nunca vamos saber.

Ficou assim demonstrado que devemos ir à pesca com material adequado à pesca que se vai fazer e devidamente revisionado. Qualquer dúvida no seu estado.... o melhor é trocar. Talvez assim se possa evitar estes dissabores.

- Seguidamente vá de bobinar mais 200 metros de multi filamento e montar a cana toda.

Os peixes devem de ter ficado contentes com a nova decoração do reino, porque após a total descida, era contar até 10...e .... já está. Inicia nova subida.

- Mantivemos esta actividade até perto das 18h00, hora em que demos por encerrada as hostilidades e inicio ao regresso.

Ficam as fotos do resumo da jornada. A qualidade não é a melhor, porque o Nuno (que costuma ser o fotografo de serviço) tem a máquina avariada. Desta forma, só restou o telemóvel para efectuar a captura da recordação.


- A conversa já vai longa, e penso que está na altura de terminar o relato da faina.


Até à próxima e boas pescas.

Toze

Domingo, 18 de Março de 2012

* * * Pesca em Reflexão * * *

- Esta é uma entrada no Blogue, não para vos contar uma jornada de pesca, mas para reflectir sobre a não pesca.
Em Janeiro, eu e o João Maria, fizemos duas saídas, uma com o Ernesto Lima e outra com o Vitor (uma miséria). Em termos de capturas, ficámo-nos por uns sarguitos (poucos), uma ou outra abrótea e pouco mais.
Na última jornada (2012-03-10), eu, "abrilhantei" a jornada com 1 carpau (pouco maior que 20 cm); o João Maria, com uma dourada e dois ou três sargos (um deles de bom tamanho) e o Ernesto com 1 sargo veado, 1 ou dois sargos (pequenos) que se mostra:
O João e a Dourada

O Ernesto e o Sargo Veado

 
- Dá que pensar. Deixámos de saber pescar? Os resultados que obtiamos, eram provenientes da sorte? O Peixe desapareceu do Mar? Será por não ter chovido? Será da Lua? Será das temperaturas elevadas para a época do ano?
Pesqueiros com marcações fabulosas na sonda, mas quando passamos para acção de pesca... o peixe não ataca as iscas. A Sonda está avariada?

- Os relatos de outros companheiros, coincidem com a experiência que estamos a passar. O Peixe não come e as capturas não acontecem.

Os Pargos (dignos do nome) não entram (salvo um companheiro que num barco bem próximo do nosso capturou um com aproximadamente 7 Kg. Foi sorte?)

- Todas as jornadas têm sido pautadas por um tempo atmosférico magnifico. Desfrutámos por isso de excelentes dias no mar, mas... então e os peixes? Os pargos onde estão? Certamente que misturados com a água - não vejo outro sitio onde.

- Resta-nos por isso que a sonda esteja arranjada, a lua mude de fase, deixe de fazer calor e comece a chover, o peixe comece a comer e a sorte mude... enfim, resta nos esperar que tudo isto  se alter.

Vamos certamente continuar a insistir, a fazer o nosso trabalho (bem ou mal) em acção de pesca .

Vamos continuar e efectuar as nossas saídas sempre que possível , ficando à espera de melhores dias que tardam em aparecer.

- O que continua nas jornadas, é a amizade, que se não permanece igual, então está mais forte que nunca.

A todos os que tive o prazer de partilhar estes dias soalheiros, os nascer e por de sol, o meu obrigado.

TóZé

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

Peixe no Papelote

Olá amigos
Como não apanho peixe, vá de colocar transformações dos mesmos.
Vai mais uma receita? Esta é tão simples que parece impossível. Experimentem.

Ingredientes (2 Pessoas)
1 peixe Até 500-600Gr ou 2 postas de peixe (Pargo; Corvina; Cherne) qualquer um.
Feijão verde (300Gr)
Cenouras (300Gr)
Curgete (1 Pequena ou meia se for grande)
Azeite
Sal
Folha de Alumínio

Preparação

1 - Corte uns 80 ou 90 cm de folha de Alumínio (um pouco mais que a metade que vai usar) e
     coloque-a em cima da bancada.

2 - Numa metade da folha ( um pouco menos) passe um fio de azeite. De seguida faça uma cama
     com o feijão verde (depois de arranjado ), as cenouras e a curgete. Salpique com Sal grosso.

3 - Coloque o Peixe por cima da cama de legumes e nova camada de legumes com mais um fio de azeite e 
      um pouco de sal.
      Deve ficar com o aspecto que se mostra.

4 - Feche o papel de alumínio dobrando as pontas de forma a que fique criado um saco.

5 - Faça um furinho (mas mesmo só um furinho) no alumínio pela parte de cima
     Deve ficar com esta aparência.


6 - Leve ao forno previamente aquecido a 180º e durante 45 a 50 minutos.
    
7 - Retire o papelote do forno e abra. Regue no prato com azeite a gosto.Prove. Acredita no sabor que está
     a experimentar? Parece impossível não é?



Acompanhe com um Branco (Monte Velho) Alentejano.
Bom apetite

Nota: Se achar que os legumes são poucos, faça um saquinho só com legumes aplicando o processo
          anteriormente indicado.

Domingo, 11 de Dezembro de 2011

* * * Dourada Escalada * * *

Desta vez não há história de captura de peixe, mas sim de transformação; a que vulgarmente chamamos receita.


Dourada Escalada (4 Pessoas)

Ingredientes:

1 Dourada (Até 2Kg)
Azeite (4 dl)
Alhos (4 ou 6 Dentes - Conforme o tamanho)
16 Batatas (Pequenas ou menos se forem maiores))
Feijão Verde (500Gr)
2 Cenouras
Oregãos

Confecção

Comece por arranjar a Dourada e escalar (como se mostra)

Acenda o Fogareiro onde vai grelhar a dourada e vá aquecendo a grelha



Coloque uma panela com água e sal (qb) ao lume.

Lave as batatas (São cozidas com casca) e dê um ligeiro golpe com a faca no sentido longitudinal.
Arranje o feijão verde e as cenouras, colocando tudo na panela. Deixe cozer.

Pincel a dourada com óleo alimentar (por dentro e por fora), salpique com sal a gosto e coloque na

grelha com a pele virada para baixo. Quando achar que o peixe está passado desse lado, vire do outro


lado. Só até ficar ligeiramente loirinha.

Corte os alhos às rodelas e deixe-os fritar (só um pouco) no azeite.

Retire as peles às Batatas, regue-as com um pouco de azeite e salpique-as com os oregãos.

Coloque a Dourada numa travessa, (com a pele virada para baixo) e regue-a com o azeite.

Sirva com as batatas e os legumes cozidos.

Bom apetite

Terça-feira, 22 de Novembro de 2011

* * * Mar para Enjoar * * *

- Dia 19 de Novembro, foi dia de pesca.
As consultas frequentes ao Windguru, indicavam um vento fraco, vaga de 3 a 3,4 metros e um período de vaga entre os 14 e os 17 segundos. Belo. Belo mar para enjoar.

Foi isso que quase me aconteceu, por volta das 9 horas, ao ir dentro da cabine do "Makaira" buscar um sanduiche e um sumo... mal baixo a cabeça... é pá... uma má disposição terrível (é verdade que a coisa já se estava a fazer sentir). Pensei... é hoje que a coisa se dá.

Fui comendo e bebendo o sumo (com gás), começaram então a aparecer uns "arrotos", a má disposição começou a querer abandonar o corpo, ao mesmo tempo que chegava uma vontade enorme de pescar. Antes isso. Tinha tomado o comprimido do enjoo como faço sempre. A noite até tinha sido bem dormida. Não houve copos, nem garrafas, nem nada disso. Foi um comportamento exemplar. Terá sido do pastel de Nata? Não sei. Já passou e pronto.

- A pesca foi dura. Devido ao estado do mar que vos apresentei anteriormente, a ferragem do peixe tornava-se difícil. O Peixe consegue comer sem que o pescador perceba que o está a fazer ( com outros mares também isso acontece (peixe pequeno)). Mas neste dia estava ainda mais difícil. A adicionar a esta vaga, o "Makaira" decidiu efectuar uns "piões", comandado certamente pela direcção desta que alterava, ou pelo sr. vento, que aparecia a dar um ar da sua graça de vez em quando. Este "baile" quer em cima quer em baixo, proporcionou magníficos "arrochanços" e o consequente abandono de material no reino de Neptuno.

Eu tinha dito ao Ernesto no inicio da jornada, enquanto estávamos a preparar as canas, que a ponteira de amortecimento da minha, devia de ser trocada, ao que ele me respondeu " estás à espera  de quê?". Talvez ainda aguente, disse eu.

Durante um desses "arrochanços"... foi-se. Foi um arrochanço, mas podia ter sido um peixe bom. Certamente que teria acontecido o mesmo. Ficou a lição: "Se pensamos ou desconfiamos que algum material não está em condições, então devemos actuar imediatamente de forma a que  fique operacional. Este comportamento pode ser a diferença entre a captura ou não de um grande exemplar". Espero ter aprendido.

- O Resultado do nosso trabalho resumiu-se a: 8 Pargos, 7 Douradas, 3 Abroteas, 2 Besugos, 2 Fanecas, 1 Safia, 1 Coupa (Podem ver o desespero para guardar este tipo de peixe; não tenho nada contra as fanecas, não tenho nada contra as safias, não tenho nada contra as choupas, mas comparados com os "lutadores" pargos e douradas,... enfim, é a crise).

Nenhum dos exemplares capturados foi merecedor de foto. Peixes a rondar o kilo e alguns nem isso.
Fica a foto do resumo desta dura jornada  que demos por terminada por volta das 16h00, mas que valeu muito a pena. A companhia do mar, do João Maria, do Ernesto e do Makaira, são fantásticas.



Por mais estes bons momentos passados na minha vida, ficam os agradecimentos aos amigos.

Boas Pescas
TóZé

Terça-feira, 25 de Outubro de 2011

Peixes Teimosos

Olá Pessoal

- Dia 22 de outubro foi um dia feliz. Foi dia de pesca. Começou com a instabilidade das condições atmosféricas, e consequentes consultas do windguru, para tentar saber como ia estar o estado do mar, para este dia. A consulta que se fazia agora, após 12 horas (WindGuru Gratuito), já não era bem a mesma coisa, se por uma consulta dava para sair, a seguinte dizia que devíamos de ficar em casa a tratar do material. Foi neste estado de certeza que ficámos até às 20.20 de sexta-feira, hora em que confirmei com o Ernesto a jornada de Sábado 22.

- Inicio sem pressas como sempre.... passagem pela pastelaria, para.... isso mesmo  .... o pastelinho de nata e um cafezinho...... hummm... estavam mesmo bons.

-Inicio da ação de pesca por volta das 9h30 num  pesqueiro próximo de terra. Os relatos dos dias anteriores, não nos davam boas perspectivas. Eram até mesmo desanimadoras.... durante a última semana não se estava a apanhar peixe, não era o relato de um ou outro companheiro, mas de todos, correram pesqueiros de norte, de sul.... os resultados foram sempre os mesmos, peixe pouco.... muito pouco.

- O mar estava "manso", o vento na casa dos 16 a 18 Km por hora, o que facilitou a colocação do "Makaira" em cima do pesqueiro selecionado pelo Ernesto.

- Bastou-nos uma hora para confirmar que os relatos dos companheiros pescadores da última semana, estavam correctos. O Peixe atacava a isca, mas... a medo e mesmo assim de forma irregular.
Os sinais estavam dados, havia que mudar. Após telefonema do Ernesto para um companheiro, que andava por mares um pouco mais fora, decidiu mudar.

- Um pesqueiro na casa dos 52  metros e com mais 20 que o anterior; estava apresentado o nosso novo local de trabalho. Sim.... local de trabalho.... e com ordenado mínimo... ou nem isso.

- A Jornada que durou até às 15h00, (mais ou menos), pautou-se por 6 Douradas e um parguete- Uma do João Maria (Que iniciou a jornada com um peixe .... mas um grande peixe, que acabou por entocar... seria um Mero? Talvez..... continua no mar com um piercing) e 2 para mim, tendo a maior 1,690Kg (para verem a miséria) que se mostra.

O Nuno Mira lutou com uma moreia até à beira do barco mas.... soltou-se, deixando o pescador triste e com uma  ponteira  partida. O mesmo me aconteceu a mim, (só que consegui não partir a ponteira ) com um animal exatamente igual. Até penso que seria o mesmo. Os restantes exemplares, ou seja 1 parguete e 3 douradas a pertencerem ao Ernesto, mas com tamanhos pequenos (1Kg por aí). Apesar de ter registado uma luta forte, com um peixe que não quiz colaborar... soltou-se o malvado. Ficou a adrenalina do momento.

- O Mar estava a mandar-nos embora. A ficar com a vaga maior, o vento a crescer, estava na hora de rumar ao porto.

Iniciou-se o regresso na velocidade adequada ao mar, enquanto os "trabalhadores" retemperavam o estômago com o resto do lanche.

Na marina estava um fim de tarde magnifico, entre o carregar do estojo para o passadiço, e as picardias do João e do Nuno, ainda houve tempo para entregar às gaivotas e aos peixes (que sempre andam pela marina) o resto do isco. Foi uma festa. Elas  faziam uma algazarra, eles.... mudos, lutavam entre sim por um lanche ajantarado.

- Foi com desejo de ficar que me despedi do amigo Ernesto, mas a jornada tinha terminado. Não foi uma pesca de arca cheia, mas foi um dia bem passado, na companhia de amigos com uma paixão idêntica à minha... A Pesca.

Até à próxima .
P.S - Tentativa de cumprir o novo acordo ortográfico, será que consegui?

TóZé.

Segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

* * * Trabalho até ao Insucesso * * *

Olá Pessoal

- Aqui estou para mais um relato de jornada de pesca com a equipa habitual no sítio do costume. A equipa: Ernesto Lima, João Maria, Nuno Mira e Eu, o Local: Sines.

- Para quem vai lendo estes relatos (mesmo sem os comentar), já percebeu que o objectivo das nossas acções de pesca é o Pargo, embora sejamos prendados de vez em quando com; Douradas, Sargos, Sargos Veados, etc.

- Este tipo de pesca, dá-nos um enorme prazer, porque é feita sempre sobre "tensão", estamos sempre há espera do Pargo grande, que dá uma luta extra ordinária. Para se atingir este objectivo, a quantidade de isco (sardinha) utilizada, ronda os 14Kg por jornada (4 Pescadores) + as cavalas que eventualmente vão entrando e que também são transformadas em isco.

- Como em todos os outros tipos de pesca, existem dias que a geleira fica cheia e outros nem por isso. Embora o entusiasmo dos "Atletas" não esmoreça perante as dificuldades que vão surgindo.

- Foi o que aconteceu nesta jornada de 10 de Setembro. Trabalhámos com entusiasmo, com afinco, com crer, mas os resultados... foram escassos.

- Para um pesqueiro a 50 metros , com uma marcação fantástica na sonda, os nossos amigos não subiram ao poço do barco.

- Iscadas com 2 postas de Sardinha, com 3 postas de Sardinha, com 1 posta, com meia Sardinha, com filetes de cavala, com camarão... o resultado foi sempre o mesmo...roubo das iscas nas 4 canas... capturas do que se pretendia... poucas. Salvou-nos o Ernesto com 4 ou 5 Peixes (1 Pargo, 1 Bica, 3 Douradas), o Nuno Mira com 1 Dourada e 1 Moreia e Eu com 1 Dourada. O João Maria, que é celebre pelos Sargos Veado, ficou em branco.

- Passo então a mostrar algumas das fotos tiradas (foi pena o Ernesto não ter querido tirar uma com o Pargo- mas o rapaz agora só quer tirar fotos com peixes de 4 Kg para cima.( Está mal habituado!!! ou bem não sei.)
A Dourada do Ernesto

A Dourada do Nuno Mira

A Moreia.... brrr....Bicho Feio

A Dourada do TóZé

Por hoje é tudo, com muita pena minha, pode ser que para a próxima seja melhor
Até lá.
Boas Pescas
Tózé