segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

* A Primeira de 2013 *

- Mais uma jornada de pesca com a equipa quase habitual (fomos privados da companhia do Nuno Mira, penso que devido a compromissos sociais), após uma procura desde o inicio do ano, mas que  por o estado do mar não se encontrar de feição ou por outro motivo qualquer, só nos foi possível obter esse prazer este 16 de Fevereiro de 2013.

- Com uma saída quase de madrugada (8h30) para um pesqueiro a rondar os 86 metros, e um inicio de acção de pesca (após fundeio exemplar executado pelo Ernesto (outra coisa não seria de esperar)) pelas 9 Horas.

- O inicio foi com o roubo de iscas, primeiro lentamente, depois a coisa foi-se intensificando, com a subida de peixe sem interesse (para nós é claro) de umas "Lixas", safios de pequena dimensão, uma ou outra andorinha do mar, até que por volta das 11 horas e até às 11h30, entraram a bordo do "Makaira" quatro pargos que se mostra:

Pouco tempo depois tirou outro (um pouco mais pequeno)
Depois




Logo a seguir foi a vez do João Maria



- Em meia hora (mais ou menos) fizemos a pesca dos vermelhinhos (15,xx) os quatro peixes, pouco passava dos 15 Kg.

- Ainda entrou um safio com 8,900Kg, mas como a ideia dos Pargos estava bem presente, e
o safio é um peixe difícil de tirar fotografia após ter sido capturado.... olha... ficou sem foto.
No entanto apresento uma como resumo da jornada.



Está bem composta a arca não está?

- Mas para além dos peixes, foi um dia de grande companheirismo, embora, sem as anedotas e as picardias entre o Nuno e o João Maria. Senti a falta.

- Eram quatros horas, o vento tinha-se tornado frio, estava mais que na hora de iniciar o regresso.

- Foi assim a minha primeira jornada de 2013.
Aos companheiros João Maria e Ernesto os meus agradecimentos

Até breve (penso eu)

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

* Dois meses quase em jejum *

- Após 2 meses sem escrever nada, achei que neste Dezembro algo devia ser dito.
Primeiro porque se aproxima o Natal, e quem passa pelo blogue (mesmo que de vez em quando e sem comentar) merece as boas festas. Não estive doente, nem estou, mas as duas últimas saídas devido à não captura de peixe, não me deixaram com vontade para escrever.

- A primeira a 1 de Novembro sem qualquer captura e com o "Makaira" a meter umas férias numa mudança de pesqueiro... começou a faltar-lhe as forças e acabou mesmo por "desmaiar". Coisas que acontecem. Valeu todo o pessoal amigo do Ernesto que nesta altura disse presente. Pela minha parte o meu OBRIGADO a todos. Quem estiver curioso e se ainda não souber, pode ir ao blogue do Ernesto e tem lá o relato adequado à situação.

- A segunda saída realizou-se já este mês (2 de Dezembro), também sem capturas de registo.
Boas marcações na sonda, peixe a roubar a isca, mas capturas, apenas um parguete, alguns carapaus e duas safias. Nada a merecer foto.

Mas a pesca é isto... umas vezes SIM outras vezes nim... Quem tenta só apanhar peixe grande, por vezes apanha "grade".

- Aos companheiros de sempre os meus agradecimentos na mesma. Temos mais jornadas em 2013 e as Douradas já aparecem (em  Milfontes parece que a coisa está a correr bem).

Por este ano é tudo.


A todos os amigos Um Santo e Feliz Natal e um 2013 cheio de capturas.
São os votos do vosso amigo

Tó Zé.



quinta-feira, 11 de outubro de 2012

* Pesca no Arrife *

Vila Nova de Milfontes é um destino colossal para a pesca desportiva. Dizem.
Tem para lá uma zona de pesca, com uma área considerável, a que chamam " Arrife". É considerada pelos entendidos como: "A Meca dos Pargos" ou será antes " A Meca dos pescadores de Pargos"? Será apenas uma mera questão da língua complicada que é o Português.

- Realmente, se fizermos uma pesquisa na Internet, facilmente conseguimos ver os mágnificos exemplares capturados na zona.
No dia a que se refere este meu relato, (2012/10/05) houve um convívio de pesca do pessoal da chumbadinha. Posso-vos dizer que o maior exemplar pesava 8Kg. É bom não é?

- Sabendo disto, o meu amigo Nuno Mira, deu "umas voltas", não sei bem quais, e conseguiu arranjar uma jornada de pesca para o ultimo 5 de Outubro comemorado em Portugal.

Como a embarcação comporta 6 Pescadores (para este tipo de pesca), alem dos outros amigos do Nuno (O cebola, o Luís Mira e o Cosme) foram também convidados a participar, o João Maria e Eu.

- Está bem. Porque não!? Respondi eu ao convite. As duas vezes que fui a Milfontes (JigII), a pesca não correu nada de especial, mas está bem.

- Levantar para cima de cedo. Com a hora de embarque marcada para as 6h30m. Tinha-mos que contar com 2h30m de caminho, mais o tempo de reunir o pessoal....percebi que era uma noite daquelas a que chamo de peixe frito... a cama é a farinha. Uma volta para um lado, outra volta para o outro e está pronto.

- Dos 6 companheiros, 3 deles nunca tinha visto, mas fiquei com boa opinião. Bem, vamos mas é ao que interessa... afinal como correu a pesca? Para mim!? Correu como das outras vezes.

- O "Arrife", é uma zona enorme, ficando a zona Norte do pesqueiro, a mais ou menos 9 milhas do Porto de Milfontes. Por isso o mestre Rui Santos, não levou mais de meia hora a colocar a embarcação "Vertical" no sítio por ele escolhido.

Fundura do pesqueiro: 110metros. Aguagem com fartura. Reparei nisso ainda o barco estava a ser fundeado.

- Levava por empréstimo, uma cana "Hiro" de 3,30m, (pertença do Nuno) para experimentar, porque a cana com que habitualmente costumo pescar é mais curta (2,70m) e muito macia.
Essa característica, dificulta as ferragens, bem como o domínio de peixes acima dos 3Kg.
Como o pesqueiro é famoso pelos exemplares de dimensões mais robustas, pensei que talvez não fosse má ideia solicitar o empréstimo deste equipamento.

Iniciámos a acção de pesca, com a confirmação da forte aguagem, mas passado pouco tempo, fui contemplado com um Besugo e um Carapau.
Reparei imediatamente que a cana só tinha diferença da minha o tamanho e nada mais.
Tive consciência que se algum peixe de dimensão superior lá caísse, o problema que iria ter, seria o mesmo. Podia imediatamente ter ido trocar pela minha, mas com o Barco com 8 pessoas, o poço completamente povoado de arcas, baldes, estojos de pesca, caixas e sacos com isco, e também por comodidade (verdade seja dita) deixei-me estar. Penso que este facto em nada contribuiu para efectuar mais ou menos capturas.

- Foram entrando uns Carapaus e uns Besugos, mas com um ritmo espaçado. Nisto o meu companheiro da direita (O Cebola) agarrou um pargo (rondava os 2Kg) que se mostra


A coisa está a compor-se (pensava eu). Os ataques foram-se sucedendo, com mais ou menos intensidade. A aguagem também era incerta, quer em intensidade quer em direcção.
Com a localização que tinha no barco (ver figura)









Está bom de ver o que se passou. Devo de ter estado mais de 3 horas enleado. O único companheiro com que não fui contemplado, foi com o Marinheiro António.

- Não estou a atribuir culpas a ninguém, porque com aguagens que agora estão a correr para Sul, passados 5 minutos para SSE, depois para Oeste.... e depois para.... penso que é muito difícil controlar a situação.

- Após 2 horas no primeiro pesqueiro, e com uma inactividade a passar a meia hora, foi tempo do Mestre Rui Santos mudar o poiso para uma localização de apx. 3 milhas para Sul.
Este pesqueiro era um pouco menos fundo (97m) mas com as mesmas condições de aguagem, também por isso com as mesmas condições de enleios.

O peixe um pouco mais activo, permitindo a captura de 2 ou 3 pargos.
O do Luís Mira..
                                                  E uns Safios. O do Cosme de 12 Kg


                                             e o meu de 6,8Kg .. tirada tardiamente..



A Equipa da Jornada (Falta o João e o Nuno Mira -fotografo)


Agora com o pessoal todo

Entraram  5 Pargos ao todo (tamanho muito equivalente) com o Luís Mira a deixar fugir o maior mesmo à "abalada"... são ossos do oficio.

Os dois Pargos do Cebola foram tirados com camarão ( os outros não sei), não será este um isco a considerar também?

- Foi uma pesca diferente da habitual, Deu para ficar com os músculos todos moídos (aquele safio ía acabando comigo), mas continuo sem achar o que procuro; um Pargo, digno do nome. Será que alguma vez vai acontecer? Espero bem que sim. Eu trabalho com muita dedicação para isso.

Até lá...

Boas Pescas

TóZé

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

* Pesqueiro Diversificado *

- Dia 22/09/2012 tivemos mais uma magnifica jornada de pesca a bordo do "Makaira" e com a equipa reposta; " Ernesto Lima, Nuno Mira, João Maria e Eu".

- Com a acção de pesca a iniciar-se por volta das 9h00 e sem pressas, num pesqueiro a rondar os 30 metros e com uma marcação muito agradável na sonda. O Mar estava calmo, com uma ligeira brisa vinda de Sul.

- Foi neste ambiente magnifico que decorreu o nosso dia.

- Os ataques às iscas começaram quase de imediato; primeiro muito suavemente, depois com mais voracidade, como se não houvesse amanhã. Depois voltavam a parar (às vezes por longo período de tempo), mas os peixes iam entrando na "nossa" arca, que lentamente  ficava decorada com uma cor vermelha, aqui e ali uns tons cinza escuro, outros de cinza claro.

- Foi o pesqueiro até hoje que desfrutei, com mais variedade de peixe:

     Os Capturados:
     - Pargos
     - Dourada
     - Robalo
     - Sargos Legítimos
     - Sargo Veado
     - Viuva
     - Carapaus

     Os libertados
      - Garoupa da Rocha
      - Polvo (não tinha a medida)
      - Rascasso (pequeno)
      - Cavalas (2 para iscar)
      - Safios (Pequenos)
      - Bogas

Os peixes foram entrando lentamente. Seguem as fotos dos maiores exemplares, mas sem qualquer ordem cronológica (não me lembro). Sei que o Ernesto recusou a foto com um pargo que rondava os 2 Kg (só já tira fotos com peixe acima dos 3 Kg).

                                                       O Nuno e o seu "parguete"


                                            O Tóze apresenta mais um vermelhinho

                                                     O Nuno e o seu Robalinho


                                                     O Sargo Veado do João (3,xxxKg)

- Segue uma foto do resumo da jornada.

- Ficou a faltar os "Besugos" (não se pode ter tudo).
Por volta da 16h00, o vento Sw anunciado no WindGuro chegou, deixando o Mar em estado de nos dificultar a acção de pesca.

- Estava por isso chegada a hora do regresso, ficando dada por terminada a jornada.
Para a próxima há mais. Será?

Boas Pescas
Tóze

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

* Dia de Pesca Dia de Alegria *

- É verdade. Cada dia de pesca é sempre um dia de alegria e o último foi dia 25/08/2012.
Desta vez com a equipa habitual desfalcada da presença do Nuno Mira, justificada pelo cumprimento de férias com a família.

Escusado será dizer que as "picardias" que se passam constantemente entre ele e o João Maria não existiram o que tornou o dia menos divertido. Foi tudo mais à séria.

- Quanto à pesca própriamente dita... continuámos sem atingir o objectivo... um peixe em condições.

No primeiro pesqueiro, e no meu primeiro lançamento, mal a chumbada tocou o fundo, senti logo sinal de peixe. Tentei ferrar... oh... estava presa no fundo. O meu amigo Ernesto, vá de deitar mãos ao fio... já se soltou, mas acho que tens peixe!!! Disse. Vá de puxar.

- Como sabem, conseguimos (quase sempre) perceber o tipo de peixe que temos ferrado, mas este estava muito confuso... não conseguia perceber..., é esperar mais um bocado e já se vê (pensei). O que era? Era um polvo e um parguete. Nada mau para 2 minutos de pesca.

Depois o habitual... com roubos sucessivos da isca, e a entrada de 5 ou 6 parguetes até ao meio dia. Nenhum deles a merecer foto.

O fundo onde estávamos poitados era pedra, e bastante irregular por sinal. Desta forma, provocou a perda de algumas 6 ou 7 chumbadas (só para o meu lado).

- Era hora de mudar de sitio, uma vez que os peixes tinham deixado de atacar a isca e o "Makaira" (devido ao vento irregular) não parava de dançar o que estava a tornar a acção de pesca bastante difícil.

- O segundo pesqueiro, embora com uma marcação na sonda mais ou menos, não resultou em qualquer captura e as iscas subiam quase como tinham descido.

- Nova mudança para outro pesqueiro bem próximo de terra. Local onde iríamos permanecer até ao fim da jornada, e com a captura de mais meia dúzia de parguetes.

- O fim da tarde já se estava a aproximar. A geleira contava com 12 Parguetes, 1 Safia e uma Choupa de dimensões generosas, 3 carapaus e umas cavalas (o João gosta).

Era hora de dar por finda a nossa jornada, e iniciar o regresso à Marina.

O Mar continua carregado de caranguejo. Será que é isso que nos está a impedir de efectuar capturas dignas de registo?

Continuamos à espera de melhores dias.

Até à próxima.

Tó Zé.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

* Rir foi o melhor Remédio *

- Dia 28 de Julho foi dia de mais uma jornada de Pesca com malta amiga.
Ernesto, Eu, o João Maria e o Nuno Mira.

- A Jornada teve inicio com uma chegada a Sines um pouco diferente do habitual. As ruas estavam cheias de pessoal jovem que ainda não se tinha levantado naquele dia.
Muitos a transbordarem de alegria alcoólica por todo o lado... percebemos que a nossa hora de chegada, estava a coincidir com a hora de inicio de ressaca deles. A praia Vasco da Gama tinha bem mais de 200 resistentes, que continuavam a dançar ao som de uma música...nem sei bem qual... mas que ainda mexiam, mexiam.

São fazes da vida, que certamente todos nós já também passámos. Hoje a situação é bem diferente,... os anos estão a depositar-se nas pernas, na barriga.... enfim em todo o lado. Hoje uma noite perdida, dá direito a 2 dias com o motor desafinado. Claro que falo por mim.

- Passemos à frente, porque não estou aqui para falar de animações que não sejam as de pesca.

Com uma saída por volta da 8h em direcção a Sul e não para muito longe, com o fundeio em pormenor como é hábito começou então a actividade.

O Snr. João Maria iniciou com umas quadras, a seguir o Ernesto respondeu com outras, depois novamente o João Maria... é pá... foi rir até não poder mais. Depois mais anedotas.... enfim... momentos bem passados entre pessoal amigo e que até gosta de pescar.

- Os peixes também iniciaram de imediato o beliscar das iscas, que foi aumentando lentamente de intensidade até aparecer o primeiro parguete a bordo (sem direito a fotografia), tendo sido acompanhado no tempo por mais umas bogas e umas cavalas .... e depois mais um parguete que se mostra

E depois como que por magia.... o peixe perdeu o interesse pelo isco.

- Com este comportamento, o Makaira só podia mudar de sítio. Pela mão do Ernesto, foi procurar novo pesqueiro (que viria a ser o nosso quartel general até ao fim da jornada).

Neste novo local o comportamento foi talvez um pouco mais intenso (com bastante mais cavalas que o anterior), e rendendo o maior exemplar da jornada ao João Maria, um parguinho a rondar os 2Kg, que se mostra.


A jornada saldou-se por 10 parguetes, 2 polvos (1 pequeno e outro a rondar os 3,xxKg), 1 safio de 3,xKg (João Maria) e uma Moreia.

- A moreia abandonou o reino de Neptuno ao ser seduzida pela iscada do Ernesto. É um bicho muito perigoso como sabem. Não sei bem o peso, (Talvez 3Kg), mas quando o Ernesto a ia a meter no balde ou a tirar o anzol, não sei bem (estava de costas), num movimento muito rápido o animal mordeu-lhe um dedo,
deixando as marcas em 4 sítios e um deles , um pouco mais profundo.

- Valeu o material de primeiros socorros existente a bordo, bem como uma luva (latex?), que permitiu estancar o sangue, desinfectar a ferida, colocar um penso e continuar a jornada, com a luva calçada, é claro, para minimizar a possibilidade das feridas infectarem.

Dos acidentes devemos sempre tentar tirar alguma aprendizagem. Vejam como um homem que fez caça submarina durante muitos anos, com n moreias já capturadas,  com conhecimentos profundos do que é a pesca e os seu perigos.... na mínima distracção... leva uma dentada.

O bicho ao ter ficado no poço do barco, parecia um cão, uma cobra, eu sei lá.... toda levantada.... a querer comer o pessoal todo.... é mesmo perigoso podem crer.

- Não fora este acidente do Ernesto, tudo tinha sido perfeito.... rir até mais não poder, alguns peixes capturados, que embora não tivessem o tamanho que procurávamos, dava para o gasto,... e a companhia dos amigos.

Sou um privilegiado.
Obrigado pessoal
Até Breve (podem crer)
TóZé

segunda-feira, 25 de junho de 2012

* * * Pesca Diversos * * *

Olá pessoal

- Tinha-mos agendado a nossa saída com o nosso amigo Ernesto Lima para dia 23/06/2012, mas com a salvaguarda de uns afazeres pessoais (do Ernesto) que poderiam alterar as coisas de forma impeditiva, e foi o que viria a acontecer.

- Devido também a afazeres meus durante a última semana de Junho e durante quase todo o mês de Julho (Vamos ver se é assim  ou não) e a obrigações sociais do João Maria, a pesca para os meses de Junho e Julho estavam comprometidas

Uma vez que não podia sair com o Ernesto (com muita pena minha), a terra era o destino mais provável, a não ser que... se descobrisse uma outra alternativa.

- O João fez uma chamada para o Vitor, ficando assim garantida a saída no "Delfins".

- Pensei...Hummm... "Delfins"?!!!!... é pesca de diversos. Mas mais vale uma pesca dessas do que ficar em terra! Ou não?

- Nesta jornada deparei-me com  com uma questão?

"Como é que uns indivíduos, só por estarem em acção de pesca numa embarcação diferente mudam o seu comportamento (em pesca) ?". Será porque numas pagam e noutras não!?

Senão vejamos:

- A pesca que praticamos a bordo do "Makaira" (as vezes que saí com o Ernesto foi sempre assim) é uma pesca sofrida, é uma pesca de paciência, de insistência... enfim.... de crer.
Tem um objectivo; capturar Pargos e ou Douradas de tamanhos agradáveis.
É claro que aparecem uns (Sargos legítimos, ou uns Sargos Veado (Saima) que também são bem aparecidos, os Safios também são intervenientes assíduos.
Aqueles peixes de tamanhos consideráveis que aparecem nos blogs, são fruto de muito trabalho e não de obra do acaso. Têm sempre (ou quase sempre) muito trabalho.

- Nesta acção de pesca o isco normalmente utilizado é a sardinha, embora o camarão e a cavala não sejam deixados de lado completamente.

- Como o João tinha sugerido; "primeiro os diversos e depois logo se muda". Disse-lhe, " Se queres assim, assim seja, mas não te esqueças que temos de mudar todos ao mesmo tempo, porque um a pescar com uns objectivos e os outros com outros, os resultados não são os mesmo." (É a opinião que tenho - embora possa estar errada).

- Como iniciámos com diversos ( eu não tinha nenhuma baixada preparada para isso, pois não tinha intenção de fazer esse tipo de pesca) o João teve que me emprestar o material necessário à captura desse tipo de peixe.
Mantive-me neste "formato" até às 10h30. Tinha capturado umas safias, umas choupas, carapaus, cavalas (é isto os diversos), mas era demais, não me estava a dar prazer... perguntei ao João (Tinha ficado encarregue dos iscos); "Trouxeste sardinhas?" Sim. Estão ali 2 sacos. Então manda para aqui algumas, para acabarem de descongelar, enquanto eu troco a baixada.

- Os companheiros também acompanharam na troca, mas ao fim de 10 ou 15 minutos.... estavam a desistir... o peixe  não atacava a isca. Por isso trocaram para "diversos".

As minhas iscas apareciam ligeiramente "ratadas", por isso continuei a insistir (teimosias).
Os ataques começaram a ser mais frequentes e com maior intensidade... pensei... estás no bom caminho.... a uma determinada altura, era mal tocava no fundo.... até que.... Ahhh... aí está o que procurava.... subiu alguns metros e soltou-se. Bem... fiquei satisfeito. Os peixes estavam no pesqueiro. Era continuar a trabalhar e os resultados iam aparecer (pensava eu).

- "João... dá-me mais sardinhas, estas já foram". Deu-me 2. "Dá-me mais, pá... isto não chega para nada...". Não há mais sardinhas respondeu. "Não HÁ mais?!!!. Só comprei 2 Kilos.
- Gastei aquelas 2 e comecei a iscar com cavala (umas que tinha apanhado). Mas cavala é cavala. Até é um bom isco, mas aqueles meus amigos estavam virados para a sardinha... e cavala!!! Não obrigado...foi a resposta que percebi ao deixarem de atacar a isca.

Bem.. então camarão inteiro.... ná..... não estavam também interessados.
Só me resta um caminho, voltar aos diversos. E foi o que fiz.

- Muda baixada, isca com camarão descascado..... duas ou três safias, uma choupa, e depois.... aquela picada forte que.... ferro bem em cima... ele aí vem. Percebi logo que era um pargo de  tamanho modesto (500 ou 600Gr). E depois uma ou outra safia, uma ou outra choupa. (Ao amanhar o pargo em casa, verifique que tinha sardinha no estômago).

- Após ter apanhado o pargo comecei a refletir; "Penso que estava a trabalhar bem... sozinho mas bem. Se não tivesse faltado a sardinha a coisa podia ter-se dado (ou não). O Pesqueiro estava a ficar com todos o sinais que isso iria acontecer.

- Não vale a pena lamentos. Fica como experiência e mais dias certamente virão.

- Mas pesca de diversos, definitivamente, não é a minha pesca.
Os meus agradecimentos aos meus companheiros, João Maria e Nuno Mira, bem como ao mestre Vitor.

Até à Próxima (Agosto ?)

Tóze

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